Existe um tipo especial de pessoas, mais comum em alguns meios do que em outros: aqueles que confiam tanto em si que nada os abala. Às vezes a pessoa se mantém firme diante de tantas críticas, que a gente começa a se perguntar se a pessoa não é maluca mesmo. Esse tipo de pessoal é aquele que se dá bem em entrevistas de emprego, audições, testes, bancas, realitys shows e qualquer outro lugar de pressão, pressão, pressão. Quando todos estão murchando, duvidando da sua trajetória e esquecendo o nome da própria mãe, eles estão confiantes. Quando ouvem um não, continuam a confiar em si e acham que o outro é que não os avaliou direito.
Vocês podem dizer que ser assim sem-noção faz a pessoa deixar de ter auto-crítica, que fracassos são positivos e que a insegurança empurra a gente para frente. Bobagem. Isso é inveja de quem não é assim. E digo isso de cadeira, porque também não sou assim. Cansei de ver gente com muito menos mérito do que eu ir pra frente, simplesmente porque eles não ficam se questionando a cada ponto do caminho. Porque mesmo sem base eles falam com segurança, enquanto eu sempre acredito na possibilidade do outro ser melhor do que eu. A segurança dessas pessoas não é como a minha, fabricada pela união de pequenas vitórias diárias. Gente segura assim vem de berço. Olho para eles e lamento que não tenham colocado na minha mamadeira seja-lá-o-quê que essas pessoas tomaram.
Olha,eu sou um desses malucos,tenho uma auto estima gigantesca e um ego maior ainda.Isso nem sempre é bom,mas enfim,prefiro ser assim do que inseguro.
ResponderExcluirE sou o rei das entrevistas de emprego,sempre me saio muito bem.
Me considero uma pessoa bastante segura e quem está mais próximo, diz que sente isso enquanto falo, no jeito, nos gestos, no tom de voz. E isso não quer dizer que não tenha medos infinitos, insegurança, aquela coisa de achar que não vai conseguir...
ResponderExcluirAh Caminhante, eu sinceramente não gostaria de me sentir inquestionável. Eu acho legal legal ter dúvidas não acreditar que tudo que eu vou fazer vai dar certo de falhar e aprender com as minhas falhas, tudo isso é importante para mim.
ResponderExcluirEu acho que você essa postura que você descreve só convém quando se é realmente genial, senão você fica parecendo um idiota. Eu, que nunca fui gênio em nada, pareceria um idiota se me dignasse a ter essa postura.
eu ainda acredito que os que não se abalam choram sozinhos no quentinho da cama, hein... não sei.
ResponderExcluireu sou mesmo é do tipo 2. e ainda assim prefiro somar minhas vitoriazinhas diárias e perceber que, opa!, eu também posso!
Eu sou segura na minha profissão de professora de ballet classico............estudo pra KCT...........sei o que faço.........e sou assim tb nos meus valores...........foda-se!! Penso e ajo como acredito.
ResponderExcluirJá disse mil vezes e vou repetir sempre: morro de medo de gente convicta.
ResponderExcluirOlha se em algum momento do dia eu n me questionar: o que é que eu tõ fazendo aqui? é pq boa coisa n vai acontecer. isso é ruim, mas me ensinou a me preparar sempre. ou n.
ResponderExcluirBeijinhos de unhas roidas.
Entendo muito isso que vc diz, Caminhante. E é, sem dúvida, uma das verdades incontestáveis que a gente descobre depois de alguns anos nesta indústria vital.
ResponderExcluirSe a régua da vida for sucesso, o que tenho visto por aí é que a Baixa Auto-Crítica é fator infalível para se alcançar os objetivos.
Chega mais longe, mesmo com menos habilidades, talento ou inteligência, aquele que está totalmente seguro de si. O famoso sem-noção, cara-dura, é quem chega primeiro. E, chegando na frente, ninguém vai ligar muito pro que ele trouxe na bagagem. E, afinal, há cada vez menos bom-senso no mercado para separar o joio do trigo.
No entanto, no final, eu não queria ser assim não.
Eu continuo achando que é falta de noção. Um pouco de auto-crítica evita os execssos.
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