quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Limpeza ritualística de final de ano

Posso dar a desculpa do feng-shui, mas o que me levou a cultivar o hábito da limpeza de final de ano foi o fato de ter morado num apartamento pequeno. Não é bobagem. O Luiz foi criado numa casa e cada vez que precisavam guardar mais coisas, eles construiam mais um armário ou um puxadinho. Resultado: quando meus sogros se mudaram, até coleção de latinhas de cerveja vazias do ex-cunhado tinha. Em compensação, no apartamento da minha mãe, se a gente não jogasse algumas coisas fora todo ano, em pouco tempo não tinha mais como dormir lá dentro.

É muito difícil estabelecer as prioridades, saber o que jogar fora ou não. Centenas de xerox de sociologia que não sei se usarei, CDs LG que meu aparelho de som não lê, uma quantidade invencível de papel de rascunho, roupas que não-servem-mas-hão-de-voltar-a-servir, milhares de lembretes espalhadados perto do computador, brinquedos inuteis e fofinhos, projetos artesanais inacabados, etc. Isso porque não entrei no item Plastimodelismo, que tem sucata e pecinhas minúsculas pela casa inteira e que eu não posso jogar NADA fora. Encontros com aranhas marrons de todas as idades e tamanhos faz parte do processo.

Mas esse ano não tem como evitar. Meu diploma de sociologia por aí, em algum lugar, há mais de um ano.

5 pitacos:

  1. Eu odeio jogar coisa fora.Meus lixos só foram embora quando morei com uma menina e ela fez uma limpa.Até hj tenho saudades das minhas revistas...

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  2. nossa, medo dessas limpezas em qualquer época do ano. fui criada por uma mãe guardadora, que acha que sempre vai precisar daquilo um dia. então minha casa é um depósito monumental de coisas inúteis. qdo rola uma limpezinha dessas, é um sufoco porque 'imagina jogar fora esse papel de bala... é sentimento, é bonito, ou vai que eu precise', e pronto, mais um item pra pilha de inutilidades.

    limpeza ritualistica de final de ano eu faço comigo: me jogo no sal grosso.
    meu dilema é que não tem sal grosso aqui onde estou e eu tô mão de vaca pra comprar um pacote por causa de um punhadinho. vou me ferrar em 2010 por essa pobreza, tô vendo...

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  3. Eu acho que faço tudo a mais. Guardo demais, jogo fora demais. Hoje, descobri que tinha jogado fora uns cabos inúteis. Entre eles estava um que não sabia de onde era. ERa da máquina fotográfica. Vou ter de comprar de novo... Mas sou muito volumoso, uma tonelada de livros, vinis e CDs, talvez. Talvez bem mais. Ai.

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  4. Pois é, eu não jogava nada fora. Até que fui morar no Rio, em um quarto e sala minúsculo.
    Foi uma lição de desapego que trago até hoje. Foi uma das coisas mais legais que aprendi no Rio.
    A outra foi fazer barraco para conseugir qualquer coisa, mesmo que ela esteja na lei e seja direito meu, como receber um suco de laranja quando paguei por ele.
    Mas esta última lição já esqueci. Ainda bem!

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  5. Nossa pelo que eu li sou lixeira de nascença...............quero dizer, onde passo vou jogando fora. Não guardo nada que não vou precisar.................e sei exatamente o que vou e o que não vou precisar.............tanto no corpo qto na mente. Agora me fale sobre minhas quinquilharias de dança...................nada, exatamente nada jogo fora.............guardo uma bailarina sentada de tuttu prato sem cabeça a anos...........e a minha primeira sapatilha tb, chei de pó que dava pra tecer um pulover.....................mas fiz a ultima limpeza do ano e joguei fora 3 sapatilhas destruidas; não foi facil não.......olhei/joguei/peguei/olhei/fechei os olhos e joguei.............mas tirei os elasticos e as fitas, rsrs.

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