sábado, 12 de abril de 2008

Doação de sangue

Hoje eu fui doar sangue, coisa que eu detesto fazer. Leva picada antes, leva picada depois, não pode fazer exercício no dia. Hoje eu fui atendida por um carniceiro, que comparou a agulhada com uma mordida de formiga. "Você vai me desculpar, mas eu sinto muito mais dor do que isso", eu tive que dizer. Eu tenho a veia fina, e por mais que relaxe sempre dói. Dizem que a minha veia tem o mesmo diâmetro da agulha, mas isso eu não sei dizer. Eu nunca olhei pra tal da agulha, e menos ainda pro pessoal enfiando a agulha. Eu fico com o rosto virado até tudo acabar. Sangue, pra mim, nem em filme. Agora, mais de 12 horas depois, meu braço ainda dói. Sei lá o que o cara fez aqui.

Comecei a doar sangue depois que o meu irmão precisou. Eu já encontrei com gente que diz que tinha dor de cabeça por ter o sangue grosso e que doar sangue os mantém saudáveis. Tem os sortudos que não sentem nada também. Devo ter doado sangue umas 8 ou 9 vezes nos últimos 5 anos. No começo eu ia lá assim que cumpria o prazo de fazer a próxima. Aí com o tempo fui antecipando cada vez mais a dor da agulhada e já não ia no Hemobanco há uns 6 meses - e não pretendia ir tão cedo.

Até que na saída entre uma aula e outra na academia, a Lidia veio toda tímida e pediu pra falar comigo. Ela disse que eu um dia tinha comentado com ela que era doadora e ela me entregou um papel entitulado Um gesto de amor, onde dava o nome da mãe dela. Durante todo esse tempo que eu conheço a Lidia, ela está sempre indo e voltando pro Hospital por causa da mãe. Quando ela some, eu sei que é por causa da mãe. Quando está com uma expressão cansada, de novo é a mãe. "A minha mãe piorou e agora ela precisa de sangue todo mês. A família sempre ajuda mas agora a gente não está dando conta do prazo entre uma doação e outra. Se você puder..."

Claro que eu podia.

1 pitacos:

  1. A questão é que o carniceiro não especificou a formiga...


    http://pt.wikipedia.org/wiki/Tocandira

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