O
Ale me lançou o desafio de falar do meu relacionamento com meus leitores. Dá até vergonha de falar alguma coisa depois de ter lido como
ele trata os leitores - um verdadeiro manual de cavalheirismo virtual. Confesso que quando comecei a freqüentar o blog do
Ale e ler sobre esse tema, tive vontade de responder os comentários. Conto aqui porque tudo não passou da vontade.
Ao contrário do site do
Ale e outros que estão relacionados lá do lado, este blog não busca leitores e nem publicidade. Sempre disse que se um dia ele alcançasse uma centena de leitores eu o explodiria. Mantenho. Este blog nasceu com a intenção de me ajudar a escrever a minha dissertação, e realmente ajudou. Assim que terminei, pensei seriamente em destruí-lo. Por que não fiz? Porque ele se tornou um ponto de encontro com meus amigos, uma maneira de dizer a várias pessoas algo que a distância ou o tempo não me permite falar.
Eu divulgo pouquíssimo esse site e os leitores fiéis que conquistei são surpresa pra mim. Considero esse site auto-bigráfico, pessoal, idiossincrático. Como disse no post anterior, acho muito irresponsável sair por aí dando pitaco em assuntos que não entendo. Se fosse para escolher, gostaria muito de ter um site mais antenado e culto como o
Catatau, mas não teria embasamento pra isso por isso prefiro deixar para quem entende.
Como aqui freqüentam amigos, eu acabo respondendo meus comentaristas quando os encontro pessoalmente, quando conversamos por msn, por scrap ou nunca comentando. A Teca pediu pra eu ir pra academia vestida de ovo gigante. A
Pessoinha respondeu o post sobre o celular criando uma comunidade no orkut. Problemas técnicos do blogger levaram o
Ricardo a comentar meus posts no seu próprio blog e a
Flávia a me procurar no msn. Tem gente também que freqüenta e nunca comenta. O Connan é um desses leitores e foi obrigado a comentar por msn uns textos pra eu acreditar que ele realmente lê! Por outro lado, uma postagem que eu considerei inadequada me levou a moderar os comentários, embora até hoje eu nunca tenha barrado mais nada.
Um último motivo que não me leva a comentar é algo meio idealista. Quando faço uma escultura, procuro dar o nome menos explicativo o possível. Procuro não limitar a interpretação de quem vê. As pessoas vêm até mim com interpretações lindíssimas sobre meu trabalho e me perguntam se significa aquilo. Sim, é aquilo, apesar de eu nunca ter pensado nisso. Uma obra, uma vez lançada ao mundo, não pertence mais a quem fez. Gosto de pensar isso sobre os textos. Tenho a impressão de que responder é explicar demais, fechar demais. Que cada um entenda da maneira que quiser e puder.
Quanto a passar a bola pra alguém... se você tem o link relacionado aí do lado, sinta-se convidado :)