Ir em cartomantes é uma verdadeira tradição entre as mulheres da minha família. Devo ter ido a primeira vez aos 13 anos. Esse é o tipo de coisa que não dá pra comentar em qualquer lugar, porque a gente pode ser tachada de satanista ou idiota. Mas, como todo submundo, ele é formado por gente de todas as classes, e com graus diferentes de vício. Minha mãe conseguiu encontrar uma ex-colega de colégio, hoje dona de cartório, graças a longa espera numa cartomante. Dá pra afirmar que o tarô realmente a ajudou numa importante questão legal!
Eu acho que o que leva alguém a ir numa cartomante é o desejo de controlar o futuro. Como se pudesse existir um Hari Seldon, o psicohistoriador do livro Fundação, que de tempos em tempos aparece pra explicar as crises e mostrar que tudo já estava matematicamente previsto. Ir numa cartomante nos garante que mesmo dando tudo errado, ainda estamos no curso certo; que mesmo sem enxergar perspectivas, o que queremos está nos esperando no futuro. Nos momentos difíceis, ter esperanças é tudo, e isso a gente sempre encontra numa boa tirada de tarô.
No entanto, eu combinei comigo há algum tempo que não vou mais lá. Quero viver mais perigosamente. Vou fazer de conta que nunca ouvi sobre minhas relações kármicas, minha carreira, minha família. Vou fazer de conta que o futuro está totalmente em branco, e eu posso decidir de maneira inédita a todo momento. Ninguém poderá dizer nada de mim daqui pra frente, porque eu ainda não decidi o que vou fazer lá. Somente Lá eu descobrirei. Posso inesperadamente fazer uma curva na estrada de Santos e nada será como antes.
(No fundo, não era pra ser assim?)
;)
Eu acho que o que leva alguém a ir numa cartomante é o desejo de controlar o futuro. Como se pudesse existir um Hari Seldon, o psicohistoriador do livro Fundação, que de tempos em tempos aparece pra explicar as crises e mostrar que tudo já estava matematicamente previsto. Ir numa cartomante nos garante que mesmo dando tudo errado, ainda estamos no curso certo; que mesmo sem enxergar perspectivas, o que queremos está nos esperando no futuro. Nos momentos difíceis, ter esperanças é tudo, e isso a gente sempre encontra numa boa tirada de tarô.
No entanto, eu combinei comigo há algum tempo que não vou mais lá. Quero viver mais perigosamente. Vou fazer de conta que nunca ouvi sobre minhas relações kármicas, minha carreira, minha família. Vou fazer de conta que o futuro está totalmente em branco, e eu posso decidir de maneira inédita a todo momento. Ninguém poderá dizer nada de mim daqui pra frente, porque eu ainda não decidi o que vou fazer lá. Somente Lá eu descobrirei. Posso inesperadamente fazer uma curva na estrada de Santos e nada será como antes.
(No fundo, não era pra ser assim?)
;)
pra mim, ir a uma cartomante é como estar agoniada pra saber o final da novela e a gente acaba lendo em revista de fofoca todas as opções de finais possíveis. A gente meio q acredita desacreditando, mas no fundo, no fundo, espera que algum deles esteja certo! E daí vem akele gostinho: ah, eu tinha certeza q esse tava certo! rsrsrsrsr
ResponderExcluirÉ assim que tem de ser e, indo ou não na cartomante, é assim que é!
ResponderExcluirGostei da atitude, Fê!
ResponderExcluir